Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mais receitas portuguesas

Caldo Verde - 

Batata do reino grande - 1
Chouriço português - 0,075 gr
Cebola - 1/2 unid. ( brunoise )
Couve-manteiga - 2 folhas ( em fatias bem finas )
Sal - q/n
Pimenta do reino - q/n


Modo de Preparo: 

1- Descasque as batatas e corte em cubos. 
2- Corte as cebolas (brunoise) 
3- Faça um caldo de frango 
4- Coloque as batatas e a cebola para cozinhar no caldo de carne. 
5- Numa panela.coloque água, o suficiente para cobrir os chouriços, e ferva. Após 5 minutos de fervura, retire da água e corte em rodelas finas e reserve. 
6- Lave muito bem as folhas de couve sob água corrente. Corte em tiras bem fininhas. Despreze os talos. Reserve. 
7- Quando as batata estiverem macias amasse no caldo até obter um creme homogêneo. 



Sardinha na brasa -

Sardinhas frescas - 2 unid.
Batata do reino - 3 unid. 
Pimentão verde médio  - 1/2 unid.
Pimentão vermelho médio - 1/2 unid.
Tomates cerejas vermelho - 3 unid.
Cebola pequena - 1/2 unid. ( em rodela grossa )
Dente de alho - 2 unid.
Azeite de oliva - q/n
Vinagre branco - 1 cs 
Sal grosso - q/n
Pimenta do reino - q/n


Modo de Preparo:  

1- Escame e lave as sardinhas. 
2- Salpique com sal grosso e deixe por 1/2 hora 
3- Asse as batatas em papel de alumínio 
4- Lave rapidamente as sardinhas para retirar o sal grosso seque e coloque para grelhar. 
5- Grelhe as cebolas em rodelas e os dentes de alho com a casca. 
6- Grelhe rapidamente os tomates cereja. 
8- Corte as batatas e corte em rodelas. 
Sirva as sardinhas com pimentões batatas, cebolas, alho e tomates, regado azeite, vinagre, pimenta e sal.   




Pastéis de Belém - 

Massa folhada -  100 gr
Creme de leite ou nata fresca - 180 ml
Gemas - 3 unid.
Açúcar - 40 gr


Modo de Preparo: 

1- Corte a massa folhada e coloque nas formas. Fure o fundo com um garfo e reserve na geladeira; 
2- Passe as gemas por uma peneira para retirar a pele; 
3- Misture as gemas, o creme de leite ou nata e o açúcar e leve ao fogo em banho-maria até começar a engrossar; 
4- Deixe amornar e coloque uma colher (sobremesa) do preparado dentro de cada forminha. Leve ao forno, até ficarem cozidos e tostados. 
Obs: Pode ser servido frio ou morno.

PS: Enviadas por Ciça e postadas por mim. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

domingo, 20 de outubro de 2013

Receitas Portugal


Brandade  de  bacalhau  

Bacalhau   dessalgado  0,200 Kg  
Batata  0,200 Kg  
Cebola    0,080 Kg  
Alho   poró  0,040 Kg  
Azeite   de  oliva  70 ml  
Pimenta   branca  a  gosto    
Vinho   Branco  60 ml  
Creme   de   leite  60 ml  
Folha   de   louro  1 unid  
Sal a  gosto    
Alho 2 dentes  
Pimenta   doce  1  unid (picada) 
Pimenta  dedo  de  moça 1 unid  
Manteiga  0,012 Kg  
Salsa   picada  a  gosto    
Queijo   parmezon  0,020 kg  
     
Modo  de  Preparo:       
1.  Demolhe  o  bacalhau  com  espinhas  e  couro.  Leve  ao  fogo  com  as  folhas  de  louro  e    água    (pouca)  para  cozinhar  por  10  mim  após  levantar  fervura.  Desligue  o  fogo  e  deixe  o  bacalhau   esfriar  no  caldo.    Retire  o  couro  ,  as  espinhas  e  desfie  o  bacalhau  grosseiramente.  Reserve  
2.Escorra  e  leve  as  batatas  a  cozinhar  no  caldo  do  cozimento  do  bacalhau  até  ficar  em  ponto  de  purê,  se  tiver    líquido  escorra  e  amasse.  Reserve  
3.Leve  as  cebolas  picadas  com  o  alho  e  o  alho  poró  e  a  dedo  de  moça  inteira  ao  fogo  e  quando  estiver  mole  insira  o  bacalhau  e  regue  com  o  vinho,  inclua  a  pimenta  doce  picadinhas  e  a   pimenta   branca   moída.   Quando   ferver,   inclua   o  purê   de  batatas   e  o  creme   de  leite   e  deixe   ferver.     
4.Transfira  para  um  refratário  e  finalize  levando  ao  forno  com  pedacinhos  de  manteiga    e    o  queijo  por    cima.  até  dourar.  sirva  com  a  salsinha  picada  por  cima.

Bolinho de Bacalhau

Bacalhau  dessalgado  0,150 Kg  
Batata  0,150 Kg  
Cebola  0,060 Kg  
Ovo  1 unid  
Azeite  de  oliva  15 ml  
Pimenta  do  reino  a  gosto    
Salsa  picada  a  gosto    
Sal  a  gosto    
         
Modo  de  Preparo:  
1.  Refogue    a    cebola    no  azeite  de  oliva.   2.  Em  um  recipiente  ,  misture    a  batata,  o  bacalhau  ,  a  gema  de  ovo,  sal,  pimenta-­do ­reino,  salsinha  e  a  cebola  refogada.  Reserve  na  geladeira.  
3.  Modele  os  bolinhos  e  frite  em  óleo  quente.  Quando  retirar  do  óleo  escorrer  em  papel  toalha.

Rabanada

Pão  (vara)  3 fatias  
Leite  250 ml  
Açúcar  3 cs  
Ovos  2 unid  
Oleo  de  soja  
Canela a  gosto    
    
Modo  de  Preparo:  

1.  Misture  o  leite  e  2cs  de  açúcar.  Reserve.     2.  Bata  os  ovos  com  1  colheres  de  açúcar.  Reserve.     3.  Mergulhe  as  fatias  de  pão  no  leite  e  esprema-­as  para  retirar  o  excesso.    
4.  Passe-­as  nos  ovos  batidos  e  frite ­as  em  óleo.     5.  Escorra  em  papel  absorvente.     6.  Passe  as  rabanadas  no  açúcar  cristal  e  na  canela  de  ambos  os  lados.

Portugal









Confesso que na Europa Portugal é uma das cidades que ainda preciso conhecer. Já viajei de TAP, pisei em terras portuguesas, mas não saí do aeroporto. Enquanto isso Portugal vai se desenhando na minha cabeça pelos livros de História do Brasil que estudamos na escola, pela visita ao Passo Imperial de Petrópolis e as loucas histórias da nossa família imperial portuguesa, pelos poemas de Pessoa e de Caeiro (que eu considero ainda mais pessoa do que o próprio Pessoa), pela prosa de Saramago e de Margarida Rebelo Pinto pela minha obsessão pelos doces portugueses. Infelizmente  perdi a primeira aula de Portugal, mas estudando pelos apontamentos do professor vi duas coisas interessantes (uma eu já sabia e a outra não) a primeira é que Portugal tem um dos maiores consumos de peixes e frutos do mar per capta da Europa (60 Kg por ano) e que a doçaria portuguesa realmente é baseada em gema de ovo porque as freiras, grande número no país católico, destinavam as claras de ovo para engomar os hábitos. Para me redimir da minha falta na aula e não deixar o blog desatualizado vou me valer de dois recursos, primeiro vou me valer, mais uma vez, de um trecho da minha dissertação onde cito as influências da cultura alimentar portuguesa na cultura brasileira e depois vou usar aqui o texto de dois amigos um a filha de parentes que está morando em Portugal e fez um paralelo do que ela está achando da experiência e depois o texto de um conhecido português, que conhece muito o Brasil e a meu pedido fez algumas reflexões muito interessantes sobre a comida para o português, com alguns toques para nós brasileiros. Ambos os textos não receberam nenhum tipo de edição. Espero que gostem. São impressões muito legais que contribuíram muito para enriquecer este post. 


Doçaria portuguesa


1 - Trecho da dissertação de Larissa Ramos - Pitadinha de Dendê (todos os direitos reservados) 


Nas cartas dos representantes portugueses que estiveram em terras brasileiras durante o Brasil Colônia é evidente, nos primeiros tempos, a saudade das delícias e temperos do reino que não podiam ser bem armazenados durante as viagens, por uma impossibilidade tecnológica da época, e, posteriormente, também das diferenças climáticas que faziam muitos produtos da terrinha não se adequarem aos solos nacionais**. Segundo Guilherme Radel (2006), após o fim do primeiro século nas Américas, o poder de adaptação do português falou mais alto e, mesmo tendo trazido muito de seus hábitos e sua cozinha para abaixo da linha do Equador, a adequação à condição local foi grande.

Ao lado de trazer os ingredientes para funcionar suas cozinhas como se em Portugal estivessem, os portugueses fizeram várias adaptações em suas receitas e em suas ementas para aproveitar o que as terras baianas já ofereciam. Nas suas receitas passaram a adotar as folhas e as raízes da taioba, o broto da mandioca, os carás, o aipim, o maxixe, o coentro, a pimenta de cheiro, a pacova (banana da terra), a castanha de caju torrada, o amendoim, a goma da mandioca, a farinha da mandioca e o beiju. (RADEL, 2006, p.23).

            Foi através do português que a técnica de frigir alimentos, aprendida por eles com os árabes, e de adoçar e salgar ficaram conhecidas. Apesar de não ser um costume adotado no primeiro momento, devido a problemas com a plantação de trigo, o amor dos portugueses pelo pão, que aqui tiveram que substituir durante muito tempo pela ingestão de subprodutos da mandioca, parece ter chegado ao paladar dos brasileiros. Outras preciosidades vindas do reino, a exemplo do toucinho, linguiça, presunto, vinho, hortaliças, saladas, azeite e vinagre, foram rapidamente incorporadas ao gosto nacional e, segundo Câmara Cascudo, “o que não era brasileiro e vinha de Portugal tornou-se brasileiro pela continuidade do uso norma” (2004, p.242). 

Ele e outros autores também apontam o uso de ovo de galinha, principalmente para confecção da culinária doce, parte da alimentação que teve uma influência portuguesa ainda mais estreita. 

O português do século XV se alimentava de uma grande variedade de mariscos e peixes, entre eles a sardinha e o bacalhau, que foram substituídos por variedades da pesca local, como guarajubas e cavalas nos mares e surubins nos rios; além da paixão por embutidos; gordura animal; variedades de carnes de criação doméstica, herança do consumo nacional; caças, gosto que também precisou se adequar à realidade brasileira; e muitas frutas secas, diferentes das disponíveis no Brasil. Muito mais do que a base alimentar que precisou se adequar ao meio e também sofreu influência de outros povos, o que também é marcante no legado alimentar português são as regras de etiqueta, surgidas na França e compartilhadas com o resto da Europa, para só assim serem difundidas para todo o mundo ocidental. Trata-se do modo de servir, comer e se portar, que também reflete, marca e caracteriza o que foi trazido, apreendido e reelaborado para a cultura local, ao longo dos séculos, desde que os primeiros portugueses vieram se estabelecer no Brasil com o intuito de colonizar as novas terras.

** É Gilberto Freyre (1958) quem fala tanto do clima português, muito mais semelhante ao brasileiro do que o dos países ao norte da Europa, quanto da versatilidade dos próprios homens ibéricos acostumados a viagens e à adaptação a novas realidades durante a expansão marítima, o que o escritor pernambucano atribui à influência moura, que resultou da ocupação dos árabes e bérberes na região por muitos séculos.

Visão da Baixa Lisboa


2 - Depoimento de Luiza Campelo 

Tenho 14 anos e sou brasileira. Estou atualmente morando em Coimbra porque meus pais estão fazendo mestrado em direito. Sobre a comida portuguesa, posso dizer que é um pouco parecida com a do Brasil. Nós encontramos aqui quase todos os ingredientes da culinaria brasileira, pois existem semelhanças entre as duas. Os portugueses, aparentemente, valorizam uma alimentação variada e balanceada, já que tomamos sopa duas vezes ao dia: ao almoço e ao jantar. Como segundo prato, temos a proteina acompanhada de batatas e como sobremesa uma porção de fruta. O prato mais apreciado por eles é o bacalhau. Os que eu mais gosto são o bacalhau a brás e o com natas. O vinho portugues também é muito conhecido. Para terminar não posso esquecer de falar dos deliciosos doces portugueses como o pastel de natas, o pastel de Tentúgal e os ovos moles de Aveiro entre outros.

As tranvias de Lisboa











3 - Depoimento de Manuel Pereira

Vamos primeiro então falar sobre a questão do pastel de belém, e desmistificar o mito que tudo é pastel de Belém. Esse é o meior erro que muitos Brasileiros cometem.
Pastel de belém só existe num lugar chamado por sinal pasteis de belem. O bolo é chamado de pastel de natal, e pode comprar em qualquer lugar do pais, sendo que em lisboa são os melhores pois o bolo é da região de Lisboa, para mim o melhor é o de uma nova pastelaria chamada Nata Lisboa
A cozinha portuguesa é muito diferente de região para região, pode-se dizer que a unica coisa que nos une em termos culinarios como pais é o bacalhau é o azeite. O bacalhau porque comemos bacalhau com tudo e tudo se come com bacalhau. Há até quem faça pizza de bacalhau. Verdade seja dita, até hoje não consegui encontar um produto que não se pudesse comer com bacalhau. em relação ao azeite, tudo leva azeite o azeite é tanto utilizado para cozinhar como para temprar comida e saladas, eu por exemplo não sei cozinhar sem azeite. Até para fritar um ovo eu usso azeite.
Mas podemos dividir a culinaria de portugal entre o norte e o sul. No norte a gastronimia é muito mais rica em produtos e pratos, pois existem bastantes mais produtos e variedades de vegetais no norte do pais. um exemplo disso são as sopas (sopa é prato fundamental na culinaria portuguesa, estão 40º à sombra e estamos a comer sopa ao almoço) No norte as sopa são mais ricas o caldo verde é uma sopa do norte leva couve galega batatas e enchidos. No a sopa mais tipica é a Açorda alenteja açorda alentejanaque é sómente uma mistura de coentros alho, depois é acompanhada com Pão e um ovo.
Em relação aos doces, são todos na base do açucar e dos ovos.  este pudim por exemplo leva 15 gemas
Tudo isto é sempre acompanhado com vinho, desde que me lembro que há sempre vinho em todas as casas a que vou. Aqui em portugal os vinhos são designados por regiao. O vinho verde é um vinho tipico da região do minho, e só é produzido nessa regiao, é um vinho de verão pois tem de ser bebido frio. Para mim o melhor é o murros de melgaço não há um local especifico para o beber geralmente bebemos em casa. Sei que o casal garcia é um vinho que se vende muito ai no brazil, mas ele não é o melhor e sei que ai é vendido a um preço exurbitante 10€ é simplemete absurdo essa garrafa custa cerca de 4€.
Uma nota em relação ao vinho. Isto de um portugues para Brasileiros, o vinho tinto NUNCA MAS NUNCA SE BEBE FRIO, PARA BEBER VINHO TINTO FRIO BEBA SANGRIA ou então não o beba pois está a estragar o vinho. Pois o vinho perde as suas qualidades e sabor.  Se estão 40º beba vinho branco frio e sem gelo. Gelo no vinho é a mesma coisa que comer acarajá com ketchup. 

Vista da cidade do Porto

Vinhedos em Portugal