segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Amazonas



A Geografia do Amazonas, um estado brasileiro da Região Norte, é caracterizada por um domínio de estudos e conhecimentos sobre todas as características geográficas do território do estado. Estudos do mapa mostram que o Amazonas se caracteriza por uma extensa cobertura sedimentar fenerozóica que se distribui entre as bacias hidrográficas do Acre, Solimões, Amazonas e Alto Tapajós, sendo depositadas sobre um substrato rochoso pré-cambriano onde ocorre a predominância de rochas de natureza ígnea, metamórfica e sedimentar
O clima do Amazonas é equatorial, sendo uma das áreas do planeta de maior domínio deste clima. Os ventos também afetam as temperaturas. No verão, sopram os ventos alísios vindos do Sudeste, que por serem quentes e úmidos, provocam altas temperaturas, seguidas de fortes chuvas; no inverno, as frentes frias são geralmente seguidas de massas de ar vindas da Linha do Equador e que trazem um vento quente.
A economia do Amazonas corresponde a 1,6% do PIB nacional, baseando-se na indústria, eletro-eletrônica, de motocicletas, químico-farmacêutica, gráfica e relojoeira, indústria de transformação de minerais, de beneficiamento de matéria prima vegetal (inclusive madeira) e alimentícia, extrativismo vegetal, extração e processamento de petróleo e gás natural, agricultura, pesca, mineração, pecuária e ecoturismo.
Devido à existência de mais de duas mil espécies de peixes nos rios do Amazonas, a culinária amazonense valoriza, acima de tudo, o pescado. As principais espécies consumidas são o tambaqui, tucunaré, pirarucu, jaraqui, pacu e matrinchã, que são transformados em pratos típicos, servidos fritos, assados ou cozidos. As frutas regionais complementam o cardápio, podendo ser consumidas ao natural ou em forma de sucos, doces, molhos, geléias e sorvetes

Amapá



Está situado a nordeste da região Norte e tem como limites o Pará a oeste e sul, a Guiana Francesa a norte, o Oceano Atlântico a leste e o Suriname a noroeste. A capital é Macapá. As cidades mais populosas são Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Oiapoque. O relevo é pouco acidentado, em geral abaixo dos 300 metros de altitude. É um dos poucos estados que, em sua condição geográfica, permite a formação de um conjunto de ecossistemas que vão desde as formações pioneiras de mangue à floresta tropical densa, passando por campos inunáveis e cerrados.  A maior parte de seu território está contido na Bacia das Guianas.
A classificação oficial do clima do Amapá é "tropical superúmido". O estado possui duas regiões climáticas principais. Uma delas é úmida (dois meses secos) e predominante sobre a maior parte do interior do estado - oeste, sul norte e toda a parte central. A outra é úmida (com três meses secos) e é registrada na maior parte do litoral - leste. Os ventos no Amapá são, em sua maioria, moderados; a temperatura mínima já registrada foi 16°C e a máxima absoluta já atingida foi de 38°C. A umidade anual gira em torno de 85%.
De acordo com dados do censo de 2010, a população do estado é predominante católica (64%), seguido pelos evangélicos (28%) e espíritas (0,4%). Os sem religião somam 6% da população.
O setor primário é o menos relevante para a economia do estado do Amapá, representando apenas 3,2% da economia amapaense. Dentre os principais produtos produzidos no estado estão: a castanha-do-pará, mandioca e o arroz.
Não há uma verdadeira economia industrial no estado, o setor secundário representa apenas 10% de toda a economia do Amapá. Destaca-se a exploração de cassiterita, a tantalita, o manganês, e ouro das minas subterrâneas. A extração de madeira também é forte no estado, porém muitas vezes mascara a extração ilegal.
O setor terciário é considerado o setor de maior importância para o estado, por representar sozinho 86,8% de toda a riqueza do mesmo. O comércio é uma das maiores fontes de renda para o Amapá, representando quase metade deste setor. O turismo também é de grande importância para a economia local.
Na culinária paraense há predomínio de influências indígenas e grande utilização de produtos oriundos da floresta amazônica. A base da cozinha do Pará é a mandioca, utilizada no preparo de beijus, pirões e mingaus. Encontramos em diversas preparações também a castanha-do-Pará. Outras preparações como pato no tucupi, maniçoba, jambu e tacacá também são bastante consumidos.

Acre


O relevo do Acre é caracterizado pela ocorrência de depressões na maior parte do território. No norte, aparece uma planície estreita. Os rios acrianos pertencem à Bacia Hidrográfica do rio Amazonas.  Os principais são o Purus, o Juruá e o Abunã.
O clima do Acre é quente e úmido com duas estações: seca e chuvosa. A estação chuvosa é caracterizada por chuvas constantes, que prolongam-se de novembro a abril. A umidade relativa apresenta-se com médias mensais em torno de 80-90% com níveis elevados durante todo o ano.
Os totais pluviométricos anuais variam entre 1600 mm e 2750 mm, e tendem a aumentar no sentido Sudeste-Noroeste. As precipitações, na maior parte do estado, são abundantes e sem uma estação seca nítida. Os meses de junho, julho e agosto são os menos chuvosos.
A temperatura média anual fica em torno de 24,5°C, mas a máxima pode ficar em torno de 32°C.
O modelo de desenvolvimento econômico baseia-se, primordialmente, no extrativismo, com destaque para extração de madeira por meio de manejo florestal, o que, teoricamente, garante o uso econômico sustentável da floresta.
A economia acriana repousa na exploração de recursos naturais. Os mais importantes são a borracha e a castanha, produtos nos quais se basearam o povoamento da região. A extração da borracha se faz ao longo dos rios, pois a seringueira é árvore de mata de igapó. A maior parte da produção estadual cabe à bacia do rio Purus. Nessa região destaca-se o vale do rio Acre, que, além de possuir o maior número de seringueiras, é também região rica em castanheiras, fazendo do estado o maior produtor e exportador nacional de castanha. A floresta acriana é também objeto de exploração madeireira, e a caça nela praticada parece contribuir de forma substancial para a alimentação local.
A agricultura reduz-se a pequenas culturas de mandioca, feijão, cana-de-açúcar e arroz. A indústria de transformação compreende pouco mais que algumas serrarias e pequenas fábricas de rapadura e de farinha de mandioca.
A pecuária começou a ser desenvolvida só a partir da década de 1970. O solo utilizado nos plantios desgasta-se pelas derrubadas e queimadas e passa a construir área de magra pastagem. A pesca é praticada em pequena escala, sendo na maioria dos casos de subsistência. A mineração é escassa e caracterizada pela garimpagem mais primitiva — feita através de bateias —, sendo desconhecidos dados estatísticos de sua produção. A quase totalidade do comércio do estado é feita por via fluvial e em pequena escala por via aérea. O Acre exporta quase tudo o que produz e importa praticamente tudo que consome.
Por ser uma região de muitos rios e lagos, o Acre tem o peixe como um ingrediente importante na sua culinária regional. Entre as espécies mais apreciadas, estão o filhote, o tambaqui e o Pirarucu. Uma receita tradicional na região Norte, principalmente em Manaus, o pirarucu à casaca.  Alem deste, há também outros pratos muito consumidos, como: quibe de arroz, quibe de macaxeira, saltenha, Tambaqui à moda acreana. Carne do sol e açaí também.





Um pouquinho de cada estado da região norte


Meu pai tinha um dizer engraçado que português é matemática. Confesso que nunca entendi direito como era isso, mas com a experiência deu pra entender... Então para voltar à nossa realidade o meio virtual tem algumas particularidades e não dá para fazer posts grandões como gostaríamos para atender também todas as demandas teóricas do nosso curso aqui no blog. Eu e Lari Albertazzi partimos deste ponto para conseguir coletar todas as informações importantes sobre os estados da região que refletem na gastronomia destes estados por isso a seguir sete posts (tenham paciência - tá um pouquinho grande mas garantimos que vale a pena) com tudinho que você gostaria de saber sobre a região norte mas nunca teve coragem de perguntar....

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Primeiro dia de prática

O semestre prático começou e a primeira aula foi de lusófona. Colocamos em prática a culinária da região norte do Brasil. Agora que viramos um trio o trabalho foi corrido mas valeu a pena. Pratos deliciosos (apresentações ainda precisam melhorar). Eu (Larissa Ramos) fiz minha primeira maniçoba e fiquei muito feliz com o resultado, aprovada até pelo mestre Chicão. Prometo que até o final da semana chega um novo post com as fotos dos pratos e as receitas para quem ficou interessado. Por hora seguem fotos nossas na aula prática. Até mais....


Larissa Albertazzi



Marcelo


Larissa Ramos

domingo, 18 de agosto de 2013

Comidas do Norte


Essas fotos aí de cima são respectivamente Belém e Manaus. Escolhemos estas duas cidades devido à importância de ambas para a gastronomia da região norte. Durante as aulas de gastronomia lusófona um  dado marcante foi o fato de a culinária do norte ser tão particular que existem alguns produtos que é proibida a comercialização no resto do país. Os ingredientes são marcantes e apesar de alguns produtos serem conhecidos no resto do país, a exemplo do açaí, o uso que se faz deles na região norte é muito diferenciado. Mas, no norte há muito mais do que o que já foi explorado. Comidas e ingredientes como o jambú, tacacá, maniçoba do norte (diferente da nossa), burici e o filhote aguçam a imaginação e despertam vontade de conhecer essa diversidade que é parte do nosso país e no entanto não conhecemos. Que venham as aulas práticas. Na sequência algumas fotos de frutas e comidas da região norte. E o link para quem tiver interesse em saber mais do Festival Ver o Peso da cozinha paraense.   






sábado, 17 de agosto de 2013

Herança indígena



Me empolguei com a culinária indígena e decidi pesquisar mais um pouco sobre as heranças culinária indígenas para facilitar o estudo da comida da região norte. Na internet realmente há algumas coisas, mas o livro de Luís da Câmara Cascudo oferece uma boa base do que precisamos saber desta herança. Mesmo sendo um blog um meio de comunicação mais informal vou me valer dos rigores acadêmicos para citar o antropólogo da maneira que ele merece. A partir de agora, pensou em herança indígena, pode se embasar na seguinte citação:


Herdamos do indígena a base da nutrição popular, os complexos alimentares da mandioca, do milho, da batata e do feijão, decisivos na predileção cotidiana brasileira. ‘Acompanhantes’ indispensáveis. Ou constituindo, sozinhos, a refeição humilde. [...] Devemos aos indígenas as caças, peixes, crustáceos e moluscos que o português aprendeu a saborear, obter e julgar inarredáveis do passadio normal no Brasil. Todos os nossos refrescos, garapas, ‘geladas’, ‘ponches’, os cups nacionais, com base em sumos de frutas, tiveram velocidade inicial nos vinhos festivos indígenas, amansados com açúcar e gelo e dispensando a fermentação inebriante. Deixou-nos a pimenta. Abóboras. Palmitos. Óleos vegetais. Fez, quando o sol nascia na Ilha de Vera Cruz, o pirão, o mingau, o caldo de peixe. Fundou com o beiju a dinastia dos bolos nacionais. [...] A carne assada no moquém. O churrasco. Moqueca. Caruru.  (CASCUDO, 2004, p.156-57).